Prejuízo de R$ 1,43 Bilhão: Câmara dos Deputados Debaterá Impactos dos "Curtailments" na Geração Eólica e Solar do RN
- Matheus Zácaro

- 15 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Audiência Pública marcada para o dia 17 de dezembro busca soluções para os cortes forçados que ameaçam a viabilidade de novos investimentos em energia renovável no estado.

A crise dos curtailments (cortes de geração) chegou ao centro do debate nacional. Na próxima quarta-feira, 17 de dezembro, a Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados realizará uma audiência pública decisiva para o futuro da matriz energética do Nordeste.

O requerimento foi motivado por dados alarmantes que colocam o Rio Grande do Norte como o estado mais penalizado do país. Segundo levantamento da consultoria Volt Robotics, baseado em dados do ONS (Operador Nacional do Sistema), o setor produtivo potiguar amargou um prejuízo de R$ 1,43 bilhão apenas entre janeiro e outubro de 2025.
O Que é o Curtailment? O fenômeno ocorre quando os parques eólicos e solares estão prontos para gerar energia, mas são impedidos pelo ONS devido a limitações nas linhas de transmissão, que não conseguem escoar todo o excedente para outras regiões. Na prática, o "desperdício" de vento e sol vira prejuízo financeiro direto para os geradores, criando uma insegurança jurídica que afasta novos investidores.

O Que Está em Pauta? A audiência, solicitada pelo deputado Lafayette de Andrada, reunirá representantes do governo, agências reguladoras (ANEEL) e do setor produtivo para discutir:
Impacto Econômico: Como a redução forçada de receitas compromete a bancabilidade de projetos bilionários.
Risco Sistêmico: O perigo de uma retração nos investimentos internacionais em hidrogênio verde e eletrificação industrial caso o problema não seja mitigado.
Soluções: A necessidade de maior previsibilidade normativa e transparência nos avisos de corte.
Para a ASPIRN, a resolução desse gargalo é urgente. A energia competitiva é um dos maiores atrativos do nosso Polo Industrial, e a instabilidade no fornecimento e nos contratos afeta toda a cadeia produtiva local.
Fonte: Tribuna do Norte / Câmara dos Deputados / Cenário Energia



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