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Perspectivas 2026: Juros em Queda, Volatilidade Eleitoral e Oportunidades para a Indústria Potiguar

  • Foto do escritor: Matheus Zácaro
    Matheus Zácaro
  • 22 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Relatório de estratégia da Eleven Financial, trazido pelo nosso associado Max Fontes do Escritório Fontes Varela Advogados , aponta para um ano de recuperação do crédito, mas exige cautela com o cenário político. Confira a análise completa para o seu planejamento.



O ano de 2026 promete ser um divisor de águas para a economia brasileira. Após um 2025 marcado por juros elevados (atualmente em 15% a.a.) e um cenário global desafiador, as projeções indicam que entraremos em um novo ciclo.


Com base no relatório "Perspectivas 2026" da Eleven Financial Research, disponivel abaixo, e em dados recentes do Boletim Focus, preparamos este guia para os membros da ASPIRN. O objetivo é traduzir o "economês" para a realidade do nosso chão de fábrica e ajudar você a antecipar movimentos.




O Cenário de Juros: O "Alívio" que a Indústria Esperava

O ponto central da tese otimista para 2026 é a queda da taxa Selic. Hoje, a taxa básica de juros está em 15,00%, um patamar que encarece o crédito, freia investimentos e sufoca o capital de giro.

  • O que esperar: O mercado projeta que o Banco Central inicie o ciclo de cortes no primeiro trimestre de 2026 (provavelmente em março), encerrando o ano com a taxa próxima de 12,13% a 12,25%.

  • Por que isso importa para nós:

    • Custo de Capital: Com a queda dos juros, o custo para financiar máquinas, expansões ou mesmo alongar dívidas deve cair.

    • Investimentos: Historicamente, ciclos de queda de juros favorecem o mercado de ações e ativos reais. A Eleven destaca que o índice de Small Caps (empresas menores, muitas vezes ligadas à economia real e doméstica) tende a performar melhor que a média nessas fases.

    • Retomada do Consumo: Juros menores estimulam o crédito para o consumidor final, o que pode aquecer a demanda por bens industriais, especialmente duráveis.


O Fator Eleições: Atenção à Volatilidade

Se os juros trazem alento, a política traz incerteza. 2026 é ano de Eleição Presidencial, e o relatório alerta que este será o tema mais sensível para o mercado.

  • Calendário Crítico: A atenção deve redobrar a partir de abril, prazo final para a "descompatibilização" (saída de cargos) de potenciais candidatos, como governadores e ministros. A propaganda eleitoral, que começa em agosto, também costuma trazer ruídos.

  • Risco Fiscal: O mercado estará de olho nas promessas de campanha. Candidatos que sinalizarem irresponsabilidade com as contas públicas podem gerar estresse no dólar e na curva de juros.

  • Impacto nas Estatais: Empresas como Petrobras e Banco do Brasil funcionam como "termômetros". Em momentos de incerteza eleitoral, elas costumam sofrer mais oscilações, o que pode afetar a cadeia de fornecedores e o custo de insumos energéticos.


Commodities e Câmbio: O Desafio dos Preços

Para os associados ligados à exportação ou que dependem de insumos dolarizados, o cenário exige monitoramento constante.

  • Preços Baixos: 2025 foi um ano difícil para commodities cruciais para o Brasil, como petróleo e minério de ferro, que estão sendo negociados a preços cerca de 50% abaixo dos picos pós-pandemia. Isso impacta a arrecadação e a balança comercial.

  • Dólar: As projeções atuais do mercado (Boletim Focus) apontam para uma taxa de câmbio relativamente estável, na casa dos R$ 5,50 ao longo de 2026. Isso traz alguma previsibilidade para importadores e exportadores, desde que o cenário fiscal interno não saia dos trilhos.



Fluxo de Investimentos: Dinheiro Estrangeiro Pode Voltar

Um dado interessante do relatório é sobre o fluxo de capital estrangeiro. Até agora, a entrada de dinheiro "gringo" na bolsa brasileira tem sido tímida comparada a ciclos anteriores.

  • A Oportunidade: Com os juros caindo nos Estados Unidos e na Europa, o investidor internacional tende a buscar retorno em mercados emergentes como o Brasil.

  • O Gatilho: Se o Brasil mantiver a disciplina fiscal mínima, podemos ver uma entrada robusta de dólares, o que ajudaria a segurar a cotação da moeda e financiar grandes projetos. O relatório estima que esse fluxo poderia até "dobrar" nos próximos 12 meses em um cenário positivo.


Resumo Estratégico para o Associado ASPIRN

Diante dessas informações, recomendamos:

  1. Planejamento Financeiro: Prepare-se para renegociar dívidas ou buscar novos financiamentos a partir do 2º trimestre de 2026, quando os cortes da Selic devem começar a ser sentidos.

  2. Cautela com Estoques: Em ano eleitoral, a volatilidade é regra. Evite alavancagem excessiva (dívidas altas) atrelada a moedas estrangeiras sem proteção (hedge), especialmente no segundo semestre.

  3. Olhar no Longo Prazo: Apesar dos ruídos políticos, a tendência de inflação controlada (próxima a 4,10%) e crescimento do PIB (cerca de 1,8% a 2%) sugere um ambiente de negócios estável, favorável para quem tem eficiência produtiva.


Agradecemos ao nosso membro Max pelo compartilhamento do material, que enriquece nossa inteligência de mercado.

Juntos somos mais fortes!


Fontes: Eleven Financial Research / Boletim Focus (Banco Central) / Análise de Mercado (Dez/2025).

 
 
 

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