O Custo da Inércia: O Contraste Entre a Força Produtiva e a Falta de Infraestrutura para a Indústria do Rio Grande do Norte
- Matheus Zácaro

- 1 de jun.
- 2 min de leitura
Com mais de 60 empresas instaladas, mais de R$ 100 milhões em tributos anuais, mais de 6.000 empregos gerados, mais de R$ 1 bilhão em faturamento e o maior desafio dessa estrutura está na falta de pavimentação, iluminação, coleta de lixo, abrigo de passageiros para transporte público e segurança adequados
Estou falando do Polo Industrial de Macaíba, mas a realidade de todo o RN é a mesma. O que deveria ser sinônimo de infraestrutura de ponta e eficiência logística, o dia a dia da Indústria do RN é exatamente o oposto.
Conforme documentado recentemente pela Tribuna do Norte, a indústria potiguar continua financiando a máquina pública enquanto opera em meio à lama, buracos e vulnerabilidade.

O Peso do Déficit Estrutural no Caixa das Empresas
O Polo Industrial gerido em parte pelo Governo do Estado (CIAJA) e pela Prefeitura de Macaíba (CIA II), carece do pacote básico para a viabilidade operacional. Com a chegada das chuvas, o cenário de ruas sem pavimento se agrava, transformando rotas de escoamento de riqueza em armadilhas logísticas.
Os impactos são estritamente matemáticos e pesam diretamente no caixa das empresas. Há registros de veículos de grande porte caindo em buracos abertos e ocultos pela água, gerando prejuízos enormes com manutenções severas, perda de maquinário e paralisação de frotas.
Além do impacto material, a ausência de iluminação pública e a manutenção precária dos terrenos criam um ambiente propício à criminalidade, acumulando casos de furtos de equipamentos essenciais nas fábricas.
O Protagonismo de Quem Produz
Para não paralisar as operações, empresas locais uniram forças e recursos próprios para executar o básico: desde a adaptação de rampas e acessos na BR-304 até a construção de paradas de transporte público, visando garantir segurança e dignidade para seus colaboradores. A atitude reforça a resiliência da indústria, mas evidencia uma falha grave na política estadual e municipal de suporte aos negócios.

Para não paralisar as operações, empresas locais uniram forças e recursos próprios para executar o básico: desde a adaptação de rampas e acessos na BR-304 até a construção de paradas de transporte público, visando garantir segurança e dignidade para seus colaboradores. A atitude reforça a resiliência da indústria, mas evidencia uma falha grave na política estadual e municipal de suporte aos negócios.
A ASPIRN na Linha de Frente pela Indústria
Atrair novos investimentos e blindar as empresas já consolidadas exige segurança jurídica e infraestrutura sólida. A ASPIRN atua como o guia e o escudo institucional das empresas associadas nessa jornada, exigindo transparência e resultados e seguirá monitorando os desdobramentos legais e pressionando as esferas competentes. Garantir os serviços básicos não é um favor concedido às empresas, é o pré-requisito mínimo para um Estado que precisa crescer.




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