Alerta Logístico: Reajuste do ICMS sobre Combustíveis Pressiona Custos de Frete e Pode Impactar Consumo no RN
- Matheus Zácaro

- 15 de jan.
- 2 min de leitura
Aumento na tributação da gasolina, diesel e etanol gera efeito cascata na economia. Indústria deve se preparar para renegociações de frete e possível retração nas vendas.

A logística da indústria potiguar enfrenta um novo desafio a partir deste mês. Reportagem da Tribuna do Norte destaca que o reajuste nas alíquotas do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis trará impactos diretos para a economia do estado.
Embora o aumento seja sentido primeiro nas bombas dos postos, para o setor industrial, a conta chega de duas formas preocupantes: o encarecimento do transporte e a perda de poder de compra do consumidor.
1. O Efeito no Frete (Custo Direto) O diesel é o "sangue" da malha logística brasileira. Quando a tributação sobre ele sobe, o repasse para o valor do frete é quase automático. Para o associado da ASPIRN, isso significa que transportar insumos do porto para a fábrica e levar o produto acabado para o varejo ficará mais caro. Esse custo extra pressiona as margens de lucro, obrigando muitas indústrias a repassarem o aumento para o preço final.
2. O Efeito no Consumo (Custo Indireto) A matéria também alerta para o impacto no bolso das famílias. Com a gasolina e o etanol mais caros, o orçamento doméstico fica comprometido. A lógica econômica é cruel: se o consumidor gasta mais para abastecer o carro ou pagar a passagem de ônibus, sobra menos dinheiro para comprar roupas, alimentos industrializados e bens de consumo. Isso pode gerar uma desaceleração nos pedidos do varejo para a indústria nos próximos meses.
A Orientação da ASPIRN Neste cenário de volatilidade, a gestão logística torna-se estratégica. É o momento de revisar contratos de transporte, otimizar rotas de distribuição e buscar eficiência máxima para evitar que o aumento tributário inviabilize a competitividade do produto potiguar.
Fonte: Tribuna do Norte



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